DAA_topo.jpg

Aqui estão os destaques desta edição. >> Coluna Visual - Lançamento do projeto das Câmaras Setoriais. >> Matérias - Momix e Débora Colker no Rio. >> Vera Aragão - Jovens Bailarinos Grandes Talentos.
DAA_menu.jpg





Site criado por

Momix aos 25 (Capa)

A companhia estadunidense de dança contemporânea, Momix, inicia no fim do mês uma turnê por quatro cidades brasileiras com o espetáculo Mar Lunar. Moses Pendleton, o fundador, coreógrafo e diretor artístico do grupo, como tantos outros sonhadores, não escapa ao encanto do satélite e realiza um antigo projeto, ao entregar sua imaginação aos limites improváveis do espaço sideral.
Nos 85 minutos de duração do espetáculo, a iluminação (onde Moses também toma parte, juntamente com Joshua Starbuck) assume um papel ainda mais marcante do que tradicionalmente já desempenhava na companhia. Uma tela separa o palco da platéia, exibindo imagens surrealistas, que ajudam a criar a atmosfera mágica. Para imprimir suas cenas, Pendleton brinca com a percepção, onde o jogo de luz revela e esconde os artistas, causando ilusões e subvertendo a realidade. Em sua fórmula coreográfica torna possível aos bailarinos movimentarem-se no vazio, explora poses que congelam e transformam-se sem depender de base, seres que se fundem em formas estranhas ou que lembram animais.
Movimentos intrincados e formas inesperadas esculpidas com os corpos dos bailarinos são o resultado de uma viagem a um universo distante, que o Momix nos convida a visitar – e, como já cantou Herbert Vianna: “Tendo a lua aquela gravidade onde o homem flutua, merecia a visita não de militares, mas de bailarinos, e de você e eu...”.
O Momix abre o período de visitação lunar no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, de 28 a 30 de junho, e nos três primeiros dias de julho no Claro Hall. São Paulo é o próximo ponto na escala, de 05 a 08 no Credicard Hall. Dias 9 e 10 a trupe aterriza no Palácio das Artes em Belo Horizonte e termina a viagem dia 12 de julho em Salvador, no Teatro Castro Alves.
A temporada tem produção da Dell'Arte Soluções Culturais e o patrocínio nacional da Ale Combustíveis, além da Cultura Inglesa, no Rio e Tim, em Belo Horizonte. Mais informações e ingressos: (www.dellarte.com.br/ingressos).



Pingo d’água


O que esperar depois de “Vulcão”, “Velox”, “Mix”, “Rota”, “Casa” e “4 por 4” ?
Deborah Colker retorna aos palcos brasileiros trazendo em temporada popular no Teatro João Caetano, no centro do Rio, sua mais nova criação: Nó.
Com apresentações de quinta a domingo, patrocínio da Petrobrás Distribuidora e a aura conferida pelo sucesso da estréia mundial no Festival de Wolfsburgo, na Alemanha, o espetáculo traz a marca inconfundível de sua criadora: o inusitado.
Em sua sétima obra, Deborah aliou-se a Flavio Colker como co-diretor, ao cenógrafo Gringo Cardia e ao figurinista Alexandre Herchcovitch, para dançar o desejo. Com seus quinze bailarinos entrelaçados, amarrados, aprisionados e libertos, Deborah traz o vigor atlético, a precisão e a experimentação de possibilidades espaciais que lhe deram tanta popularidade e reconhecimento.
E onde está a novidade? No primeiro ato, Colker foi buscar na técnica de “bondage” e na amarração marítima os recursos para encantar o público. Bondage é a prática de amarrar pessoas com cordas em busca do controle do prazer, dos movimentos e também da dor, usada, em particular, como fetiche sexual. A “bondage” associada ao conhecimento obtido junto a um marinheiro deu a Deborah a inspiração e suporte para em um emaranhado de 120 grossas cordas, onde os bailarinos são puxados, amarrados, se libertam e se prendem; representando nossos laços afetivos.
O grande desafio técnico foi uniformizar os movimentos que, ao lidar com o acaso das cordas, eram sempre diferentes.
No segundo ato entra em cena uma caixa transparente de 3,1 x 2,5 metros, uma alegoria sobre o Red Light District (Bairro da Luz Vermelha), bairro holandês onde a prostituição usa como atrativo a exposição de mulheres em casas com fachadas envidraçadas. É nessa imensa vitrine, feita em material de blindagem de carros (alumínio e policarbonato), que os bailarinos de Deborah Colker representam o desejo inalcançável, o querer sem ter, sem poder.
O diretor Berna Ceppas assina a trilha musical que traz Elizeth Cardoso, Alice Coltranem, Moacir Santos, Ravel, Chet Baker e criações do próprio Ceppas em parceria com Alessandre Kassin. A iluminação fica por conta de Jorginho de Carvalho e João Elias é o diretor-executivo. A equipe ganhou ainda um novo integrante: o professor Fernando Muniz, responsável por dar aulas de filosofia ao grupo que, frente ao tema complexo do espetáculo, não se limitou ao trabalho físico. Muniz, continuará fazendo parte da companhia, evidenciando uma mudança conceitual da atuação da trupe.
Com 59 minutos de duração, “Nó” promete aprisionar o público ao mesmo tempo que o faz repensar seus próprios desejos. E o que mais esperar de Deborah Colker? A gente nunca sabe, essa moça é capaz de dar nó em pingo d’água.


Serviço: Teatro João Caetano (Praça Tiradentes, s/nº - Centro - RJ. (21) 2221 1223), de 5ª à sábado às 21h e domingos às 18h. Balcão nobre e platéia - 20,00 e balcão - 15,00 – Capacidade: 1222 lugares, censura livre. Até 31 de julho!
DAA_rodape.jpg
Jornal Dança, Arte & Ação
Rua Carmela Dutra, nº 82 - Tijuca - Rio de Janeiro - RJ - CEP.: 20520-080 - Tel: 21 2568-7823 / 2565-7330