Oi Eliana, acabo de voltar de Tbilisi e li a matéria "Aldo 80" (Coluna de Eliana Caminada, edição 68) e gostei muito, só não gostei quando dizes - ver sua companhia trabalhando num clube de patricinhas da zona sul - nada disto aconteceu, trabalhávamos num clube com muita claridade e muito ar, num ambiente maravilhoso, com dois mestres excelentes ministrando nossas aulas, Jane Blauth e Jorge Garcia, já por eles o clima estava formado, éramos artistas. Foi neste ambiente que eu aprendi um outro lado de minha profissão - ser remontador do repertório do Ballet do Theatro Municipal do RJ, e assim remontei "Magnificat", "Cantabile" de Oscar Araiz, "O Combate" de William Dollar, e comigo estava Irene Orazen. Foi neste mesmo ambiente que o Ballet do Theatro Municipal conseguiu ensaiar e apresentar 3 belíssimas produções - "O Triunfo de Aphrodite" de Milko Sparemblek, Renato Magalhães, um dos melhores coreógrafos brasileiros, criou o "Concerto em Sol" de Ravel, e tivemos a sorte de trabalhar com Yurek Lazovsky que para nós veio montar "Petrouchka" de Fokine. Realmente foi um tempo muito bom, não sentíamos que estávamos num clube de patricinhas como dizes, estávamos no nosso ambiente mesmo, aliás, este é o valor do artista, ele cria a sua casa, o seu atelier. Carlos Moraes também criou ballet para a Cia. nesta época assim como Jorge Garcia. Como vês, foi uma época muito profícua, e a Cia. foi muito bem acolhida pela direção desta casa, assim não precisou ficar parada com a reforma que acontecia no Theatro Municipal. Infelizmente muitos dos nossos bailarinos não souberam aproveitar esta oportunidade.
Emílio Martins - RJ
Queridas colunistas Vera e Caminada. Como sempre é um prazer ler a coluna de vocês. Aliás, o jornal inteiro é uma grande satisfação. Vera, fui assistir aos festivais os quais você comentou, analisou e transcreveu. Nossa! Fiquei boquiaberta com a tua descrição, parecia que era ao vivo e a cores. Quem quiser saber dos festivais mais importantes é só ler a tua coluna. È exatamente o que foi apresentado. Adorei e concordo em gênero e qualidade. Quanto a você minha adorável Caminada, espero que continue a homenagear os nossos antigos bailarinos; como Bertha e agora Aldo: verdadeiros fenômenos do nosso Ballet. Essas meninas e meninos que estão começando têm que saber sobre esses nobres nomes da dança. Bailarino hoje não sabe nem o que é o Ballet Les Silphides, quanto mais saber quem foram os maravilhosos de 30 anos atrás. Continue a me deliciar com sua coluna, por favor. Obrigada.
Magali - RJ |
O que devemos fazer para participar da Câmara de Dança representando o Estado de Alagoas? Isto é possível?
Cleide Santos - AL
As Câmaras de Dança já foram formadas, mas a coordenação de dança da Funarte é o órgão que pode responder a esta e a outras dúvidas que porventura tenha sobre o assunto, você pode escrever para: (danca@funarte.gov.br) , (marcosmoraes@funarte.gov.br) ou (leonelbrum@funarte.gov.br).
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Preciso de informação a respeito como fazer para adquirir o Cref para atuar na área de dança de salão todos os ritmos.
Antonio Carlos de Souza
Não é necessário filiar-se ao Cref para atuar na área de dança de salão. No dia 04/05/05 foi aprovado pela Comissão de Turismo e Desporto o projeto de lei nº 7370 / 2002, de autoria do deputado Luiz Antonio Fleury que impede qualquer interferência do sistema Cref-Confef na área de dança, yoga, artes marciais e capoeira. A categoria está mobilizada para garantir essa autonomia. Recomendamos a leitura sobre algumas vitórias legais (http://www.spdrj.com.br/doc/cref.doc), a definição sobre a profissão (http://www.mtecbo.gov.br), e o acompanhamento dos trâmites do projeto de lei 7370 (http://www3.camara.gov.br/sileg/Prop_Detalhe.asp?id=98591) e ainda, se for de seu interesse, integrar-se a grupos de discussão/informação e associações, como é o caso do Mobilização Dança (mobilizacaodanca@yahoo.com.br) e da Associação Nacional de Dança de Salão (www.dancecom.com.br/andancas).
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